Transplante capilar: quando e para quem é indicado?

Por Beatriz Fernanda Vales Franchito Baldi CRM-SP 121.398 / RQE 33837

Por Beatriz Fernanda Vales Franchito Baldi CRM-SP 121.398 / RQE 33837

A queda de cabelos é uma queixa muito frequente no consultório, e atualmente diferentes opções de tratamento vem ganhando a mídia, e com elas surgem várias dúvidas dentre os pacientes. A partir de quando devemos nos preocupar com a possibilidade de ficarmos calvos? E com relação aos tratamentos, o que funciona de fato?

“A alopecia androgenética, mais comum dentre os homens, é pouco diagnosticada em mulheres, embora sua incidência seja alta”, explica Dra. Beatriz Baldi, médica dermatologista da Clínica Baldi. “O diagnóstico precoce é essencial para que iniciemos o tratamento o mais rapidamente possível, uma vez que esta condição traz muita angústia aos pacientes”, complementa.

O uso de medicamentos por via oral, como bloqueadores hormonais do tipo finasterida e dutasterida retarda a progressão da doença, assim como tratamentos tópicos e com tecnologias. “A infusão de medicamentos por meio de dispositivos de “drug- delivery” pode e deve ser utilizada a partir do início dos primeiros sinais, com resultados muito bons. Mas a pergunta mais frequente nos consultórios dermatológicos é a respeito de quando devemos recorrer a um transplante capilar”, revela a médica.

Segundo a dermatologista, o transplante capilar é a melhor alternativa quando a rarefação dos cabelos se torna importante, ou em casos específicos em que os tratamentos clínicos já não estejam mais indicados. “Atualmente trabalhamos com a técnica FUE, sigla em inglês que significa “Extração de unidades foliculares”, de forma que este procedimento tornou-se muito mais cômodo para os pacientes, com resultados muito mais naturais. O transplante capilar com unidades foliculares seguindo direção e ângulos corretos ficarão imperceptíveis. Outra vantagem é a ausência de grandes cicatrizes na área doadora, permitindo que os pacientes usem cabelos curtos caso desejem, mesmo após a realização do transplante capilar”, detalha.

A técnica FUE exige destreza e sensibilidade por parte do cirurgião, que desenha a linha de implantação dos fios de acordo com a anatomia e simetria de cada paciente.

O volume e a densidade dos fios também é uma preocupação, para que o resultado fique harmônico e natural. “Não é raro jovens procurarem esta técnica para a diminuição de “entradas” a partir da testa”, exemplifica Dra. Beatriz.

Mulheres também podem ser submetidas a este tipo de procedimento?

“Sem dúvida alguma”, responde a médica, “desde que sejam submetidas a uma avaliação minuciosa quanto a viabilidade dos folículos e da área doadora, o procedimento pode ser indicado em mulheres”, finaliza a médica dermatologista da Clínica Baldi.